Camisa Verde e Branco

CARNAVAL SP 2026

Milton Jr / Elisangela Monteiro / Arnaldo Bachy / Ednalva Lopes

11/29/20253 min read

A. C. S. E. S. M.

CAMISA VERDE E BRANCO

FICHA TÉCNICA

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E SOCIAL ESCOLA DE SAMBA MOCIDADE CAMISA VERDE E BRANCO

Fundação: 04/09/1953
Cores oficiais: verde e branco
Presidente: Erica Regina Ferro
Carnavalesco : Guilherme Estevão
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Lyssandra Groothers e Marcos Costa
Direção de Carnaval : João Victor Ferro Borges
Direção de Harmonia : Victor Bianchini
Intérprete: Charles Silva
Coreografo da comissão de frente: Luiz Romero
Ordem de desfile em 2026: 7ª escola a desfilar no sábado pelo Grupo Especial
Enredo 2026: Abre caminhos

HISTÓRIA DA CAMISA VERDE E BRANCO

A Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco, sua história remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa.
Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas.
Durante o Estado Novo, os integrantes do Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936.

Depois de 17 anos, em 1953, Inocêncio Tobias, o Mulata, cria um movimento para reorganizar o antigo grupo carnavalesco, criando no dia 4 de setembro o Cordão Mocidade Camisa Verde e Branco.
Logo no seu primeiro ano desfilando como cordão, o Camisa Verde e Branco vence o desfile de cordões, com o enredo IV Centenário; O Camisa ainda seria campeão como cordão mais 4 vezes: 1968, 1969 e 1971, ano este em que os cordões já estavam em decadência com a popularização das escolas de samba.
A partir de 1972 o Camisa segue o caminho natural, tornando-se escola de samba com o fim do desfile de cordões, chegando ao primeiro título, como escola, em 1974.

Durante a época da Ditadura Militar, a escola tentou produzir um enredo sobre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, porém esta proposta foi censurada pelos generais da época. Em 1980, Inocêncio Tobias, morre deixando a presidência do Camisa Verde nas mãos do seu filho Carlos Alberto Tobias, que dirige a escola apoiado pela esposa Magali e sua mãe Cacilda Costa, a Dona Sinhá(esposa de Inocêncio Tobias).

Oito anos depois, morre a Dona Sinhá, considerada uma das damas do samba paulistano, e dois noas depois, em 1990, também vem a falecer o presidente da escola. Sua mulher, Magali dos Santos assume a presidência, sendo campeã logo no seu primeiro ano à frente da diretoria. O Camisa Verde, que já havia sido campeão em 1074, 1975, 1976, 1977, 1979, 1989 e 1990, ainda vence o Grupo Especial depois disso em 1991 e 1993.

Porém em 1996, num ano em que a escola enfrenta problemas antes e depois do desfile, o Camisa termina em penúltimo lugar entre dez escolas e é rebaixado para o Grupo de acesso. Após contar na avenida um enredo patrocinado pela Coca-Cola, a escola vence e retorna ao Grupo Especial.

Em 2003, o Camisa Verde e Branco consegue apresentar na avenida o enredo que havia sido probido pela ditadura, fazendo uma homenagem ao líder dos revoltosos marinheiros, e com um samba forte, termina em 6º lugar.
O desfile contou com a participação inclusive do neto do marinheiro, que desfilou no último carro alegórico.

Fonte: ACSESM Camisa Verde e Brancos na Barra Funda - SP - Encontra Barra Funda

LETRA DO SAMBA ENREDO 2024

Bará Mojubá, Agoyê
Fez da Calunga Grande, oceano de dendê
Bará Mojubá, Agoyê
É boca que tudo come
É olho que tudo vê
Arreda que Exu abre caminhos
Arreda pra Exu movimentar
Quem duvidar do meu Camisa
Sem patente ou divisa
Não se mete com Eleguá
Ê Laroyê, ê Laroyê
Nos mercados e nas festas, escutei a gargalhada
Ê Laroyê, ê Laroyê
E no chão da minha escola, assentei tua morada

Ontem caiu uma pedra lá fora
Que Exu só vai jogar agora

Bota farinha e marafo no padê
Bate paô, quero ouvir alupandê

Eu sou da rua, macumbeiro, sim sinhô
Eu sou da rua, macumbeiro, sim sinhô
Quem me guarda é Capa Preta, Tranca Rua e Marabô
Quem me guarda é Capa Preta, Tranca Rua e Marabô

Gira saia, pombogira, soberana ela é
Quem carrega uma Padilha sabe a força da mulher
Cemitério é praça linda
Mas ninguém quer passear
Contra todo preconceito
Deixa Nganga trabalhar
E a Barra Funda, berço da malandragem
Se espelha na coragem
Do seu Zé e da Navalha
Quem bota fé nesse trevo campeão
Tem amor ao pavilhão
E a certeza que a macumba nunca falha

Mojirê Lodê Elegbará
Mojirê Lodê Elegbará
O teu feitiço não me pega nem no tranco
Eu sou mais o Exu catiço
Do Camisa Verde e Branco

Composição: Silas Augusto / Cláudio Russo / Rafa Do Cavaco / TURKO / Zé Paulo Sierra / Fábio Souza / Luís Jorge / Dr. Elio / Charles Silva / Bruno Gianelli.