EUA capturam Nicolás Maduro em operação militar

MUNDO

Milton Jr

5/25/20253 min read

Os Estados Unidos confirmaram a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro após uma operação militar em Caracas.

EUA realizam operação militar e capturam Nicolás Maduro em Caracas

Caracas / Washington — Em uma ação sem precedentes desde a Guerra Fria, os Estados Unidos anunciaram na madrugada de 3 de janeiro de 2026 a realização de uma operação militar de grande escala na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, a operação envolveu intensos ataques a alvos militares e estratégicos em Caracas e outras regiões do país, e terminou com a extração de Maduro para os Estados Unidos, onde ele já foi apresentado a um tribunal federal em Nova York sob acusações de tráfico de drogas e crimes relacionados ao narcotráfico.

Trump afirmou que a Venezuela será administrada temporariamente pelos EUA até que haja uma transição “segura e ordenada” de poder, e que o objetivo é combater organizações criminosas e restaurar a democracia no país vizinho.

Repercussões internacionais e crise diplomática

A ação desencadeou um forte choque diplomático global. Países da União Europeia e aliados tradicionais dos EUA expressaram preocupação com a violação da soberania venezuelana e os princípios da lei internacional, que vetam o uso da força em outro Estado sem autorização do Conselho de Segurança da ONU.

Especialistas em direito internacional argumentam que a justificativa legal apresentada pelo Governo dos EUA — de que a operação teria sido um ato de aplicação da lei — não resolve as potenciais violações ao direito internacional e ao próprio Capítulo VII da Carta da ONU.

Situação interna na Venezuela

Com a saída de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina, declarando a libertação de centenas de presos políticos enquanto busca estabilizar a nação em meio ao vácuo de poder. Ao mesmo tempo, sua administração tenta equilibrar a necessidade de reformas com as exigências de Washington.

Na Venezuela, pesquisas recentes apontam que uma maioria relativa da população (cerca de 57,7%) aprova a intervenção militar americana, enquanto uma parcela significativa ainda desaprova a ação.

Reações políticas e legislativas nos EUA

Nos Estados Unidos, a operação tornou-se objeto de intenso debate político. No Senado americano, uma proposta de limitar os poderes do presidente para conduzir operações militares sem autorização congressual foi derrotada por um voto apertado (51-50), após a pressão de autoridades do Executivo e da própria maioria republicana.

Críticos, inclusive dentro do próprio Partido Republicano, argumentam que a ação pode estabelecer um perigoso precedente de uso de força sem respaldo do Congresso.

Aspectos econômicos e estratégicos

Além de suas alegações de combate ao narcotráfico, os Estados Unidos avançaram em medidas para explorar e comercializar o petróleo venezuelano, negociando a primeira grande venda de petróleo do país no valor de cerca de US$ 500 milhões desde a captura de Maduro, com a justificativa de financiar programas sociais e reconstrução no país.

O que isso significa para a América Latina?

Analistas veem o episódio como um ponto de inflexão geopolítico importante na região, com implicações para a presença de potências como Rússia e China e para a própria segurança hemisférica. A ação americana pode redefinir alianças e prioridades estratégicas, inclusive no setor energético, mas também pode alimentar ressentimentos e tensões entre governos latino-americanos contrários à intervenção militar.

Resumo dos desdobramentos

  • Operação militar levou à captura de Maduro e transferência para os EUA.

  • Trump afirma que os EUA vão governar a Venezuela temporariamente.

  • Tribunal federal de Nova York já recebeu Maduro sob acusações federais.

  • Reações internacionais vão de apoio cauteloso a forte condenação.

  • Debate constitucional nos EUA sobre poderes de guerra presidencial.

  • Primeira venda significativa de petróleo venezuelano sob administração americana.