EUA X IRÃ

POLITICA

Redação

2/28/20264 min read

Operação "Epic Fury": O Amanhecer do Conflito (28/02/2026)

Operação "Epic Fury": O Amanhecer do Conflito (28/02/2026)

Às 3h35 da manhã (horário de Brasília) de sábado, 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel deram início a uma série de ataques aéreos massivos contra o território iraniano. Batizada pelos EUA como Operação Epic Fury, a ofensiva realizou cerca de 900 ataques apenas nas primeiras 12 horas.

1. Os Alvos Iniciais e a Queda da Liderança

O objetivo central da coalizão era um "choque de decapitação" do regime e a neutralização da infraestrutura nuclear.

  • Liderança: Os bombardeios atingiram complexos governamentais em Teerã. Foi confirmada a morte do Líder Supremo Ali Khamenei, do Ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh e de altos comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica.

  • Programa Nuclear: Instalações em Natanz e a base subterrânea de Fordow (construída dentro de uma montanha) foram alvos de bombas destruidoras de bunkers.

  • Cidades Atingidas: Além da capital Teerã, explosões foram registradas em Isfahan, Shiraz e Kermanshah.

2. A Retaliação Iraniana e o "Efeito Dominó"

Diferente de conflitos anteriores, a resposta do Irã foi imediata e regional. A Guarda Revolucionária acionou seu arsenal de mísseis balísticos e drones contra alvos em todo o Golfo Pérsico e Israel:

  • Bases Americanas: Mísseis atingiram instalações dos EUA no Iraque, Jordânia, Kuwait e Catar. No Barém, um centro de serviços da Quinta Frota dos EUA foi danificado.

  • Ataque a Israel: Sirenes ecoaram em todo o território israelense. Um prédio em Beit Shemesh foi atingido, e o sistema de defesa Iron Dome enfrentou sua maior sobrecarga histórica.

  • Impacto Civil: Relatos da imprensa estatal iraniana mencionaram tragédias locais, como a destruição de uma escola de meninas no sul do país durante os bombardeios iniciais.

3. As Motivações do Ataque

O governo Trump justificou a ofensiva como uma medida preventiva necessária. Segundo Washington, o ataque foi motivado por:

  • Fracasso Diplomático: O colapso definitivo das negociações nucleares em Genebra dias antes.

  • Inteligência Militar: Relatos de que o Irã estava a semanas de concluir sua primeira ogiva nuclear funcional.

  • Instabilidade Interna: O Irã enfrentava uma onda de protestos civis violentos desde o início de 2026, o que, na visão da coalizão, tornava o regime mais perigoso e imprevisível.

Irã responde a plano de paz dos EUA enquanto tensão persiste no Estreito de Ormuz

TEERÃ/WASHINGTON – O governo do Irã entregou formalmente, neste domingo (10), sua resposta à proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo e a estabilização do Oriente Médio. O documento, transmitido via mediadores paquistaneses em Islamabad, surge em um momento de extrema volatilidade, marcado por confrontos navais recentes e o bloqueio da principal rota de petróleo do mundo.

O "Plano de 14 Pontos"

A resposta iraniana foca em dois pilares principais: o fim das hostilidades militares e a garantia de segurança marítima. Segundo agências internacionais, o texto estabelece parâmetros para um mês de negociações técnicas.

Entre as principais exigências de Teerã e os pontos de atrito com o governo Trump estão:

  • Descongelamento de Ativos: O Irã busca acesso a cerca de US$ 6 bilhões em fundos retidos no Catar.

  • Enriquecimento de Urânio: Enquanto os EUA exigem "enriquecimento zero" por até 25 anos, o Irã propõe uma moratória de 5 anos, mantendo o direito ao uso civil.

  • Pedágio em Ormuz: Teerã sugeriu a criação de uma taxa de transito de US$ 2 milhões para navios no Estreito de Ormuz, valor que seria dividido com Omã e usado na reconstrução da infraestrutura iraniana.

Conflito Naval e o Estreito de Ormuz

Apesar da movimentação diplomática, o cenário no mar é de guerra. Na última sexta-feira (8), o presidente Donald Trump confirmou que três destróieres americanos foram atacados por drones e mísseis iranianos enquanto tentavam escoltar embarcações.

Em retaliação, forças dos EUA atingiram bases terrestres no Irã e, supostamente, um cargueiro iraniano. Trump classificou os ataques recentes como um "tapinha de amor" (love tap), mas alertou que, caso o acordo não seja assinado em breve, iniciará uma ofensiva "muito maior".

"Eles precisam entender: se não assinarem, haverá muita dor", declarou Trump na Casa Branca.

Impacto Global

O conflito, que teve seu estopim em 28 de fevereiro de 2026 após uma série de ataques mútuos envolvendo também Israel e o Líbano, já deixou um rastro de destruição. Estima-se que mais de 500 iranianos tenham morrido nos confrontos iniciais, além de baixas em Israel e no Líbano.

Economicamente, o mundo sente o peso do fechamento parcial de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo global. Embora a possibilidade de um acordo tenha feito as bolsas subirem na última quinta-feira, o preço do barril de Brent voltou a oscilar com as notícias de novos ataques no fim de semana.

O que esperar agora?

Diplomatas em Islamabad acreditam que um "acordo provisório" de 60 dias pode ser anunciado nos próximos dias para permitir a reabertura total do Estreito. Há expectativas de que Donald Trump visite o Paquistão na próxima semana, o que poderia selar o fim da fase ofensiva da guerra.