Gaviões da Fiel 2025

CARNAVAL SP 2025

Milton Jr / Elisangela Monteiro / Arnaldo Bachy / Ednalva Lopes

11/30/20243 min read

G. R. C. Escola de Samba

GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

FICHA TÉCNICA

GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

Fundação: 01/07/1969
  • Cores oficiais: preto e branco

  • Presidente: Alexandre Domênico Pereira (Alê)

  • Carnavalescos: Rayner Pereira e Júlio Poloni

  • Mestre de Bateria: Ciro Castilho

  • Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Wagner Lima e Carolline Barbosa

  • Direção de Carnaval: André (Mogi), Celso Ribeiro, Cleber Sobrinho, Edson Oliveira, Carlos Guedes (Pantinho), Leandro Machado, Fábio Camara (Fantasma) e Sérgio Barros.

  • Direção de Harmonia: Comissão de Harmonia (Lucas Carvalho, Rodrigo Silva, Rogério Lencione, Alexander dos Santos, Erica Jacobucci, Suian Barros, Rodrigo Germano e Tay Valverde)

  • Rainha de bateria: Sabrina Sato

  • Intérprete: Ernesto Teixeira

  • Coreógrafo da Comissão de Frente: Robson Bernardino

  • Colocação em 2024: 4º lugar – grupo Especial

  • Enredo 2024: “Vou te Levar pro Infinito”

  • Ordem do desfile 2025: 4º escola a desfilar no sábado pelo grupo especial

  • Enredo 2025: “Irin Ajó Emi Ojisé”

HISTÓRIA DO GAVIÕES DA FIEL TORCIDA

Paixão, futebol e samba – uma torcida que samba!

Em 1973, os Gaviões da Fiel já possuía um número muito grande de associados e manter os Corinthianos reunidos na fase pós-campeonatos era um desafio para seus integrantes, pois muitos associados se dispersavam e só voltavam a frequentar a quadra após o carnaval.

Este diagnóstico levou os Gaviões da Fiel a iniciar sua história no carnaval paulistano. Passaram a reunir os integrantes torcida para desfilar em uma escola de samba que possuía em comum as cores preto e branco, que imediatamente foram associadas às cores do Corinthians. Dois anos depois, não havia mais como comportar todos os integrantes em uma ala.

Ângelo Fasanelo, um dos sócios dos Gaviões da Fiel, percebeu que muitos Corinthianos ainda se dispersavam para outras entidades e, em 1975, fundou o bloco Gaviões da Fiel, que participou do último desfile de carnaval realizado na Avenida São João.

Já em 1976, o bloco conquistava seu primeiro título com o enredo “Vai Corinthians”. A partir daí, estabeleceu-se uma hegemonia da torcida Corinthiana na categoria de Bloco, quebrada apenas em 1980, quando o Gaviões ficou com o vice-campeonato.

As vitórias acabaram sendo sucessivas e, de 1981 a 1988, o bloco tornou-se imbatível. Resultado: em 13 anos de desfile como bloco, a conquista de 12 títulos chama a atenção da recém criada Liga das Escolas de Samba de São Paulo e o Bloco Gaviões da Fiel é convidado para participar do grupo de acesso das escolas de samba de São Paulo.

Já no primeiro desfile, em 1989, os Gaviões ficam com o vice-campeonato e, em 1995, a escola – já no grupo especial – ganha seu primeiro título com o enredo “Coisa boa é para sempre”, levando para a avenida um público recorde de 3.500 componentes.

A partir daí, os Gaviões da Fiel se posiciona entre as melhores Escolas de Samba de São Paulo, sendo também a maior em número de componentes.

Hoje, os Gaviões da Fiel é referência também entre as escolas de samba de São Paulo e a cada ano se aperfeiçoa, buscando profissionais de diversas partes do Brasil para apresentar na avenida um carnaval inovador, sem que para isso precise abandonar a ideologia de 54 anos atrás. Por este motivo, o carnaval da escola é fiel às cores do clube que são: preto e branco.

LETRA DO SAMBA ENREDO 2025

O samba-enredo

"Irin Ajó Emi Ojisé"

  • Compositores: Grandão, Sukata, José Rifai, Ovelha JB, Juliano, Guga Pacheco, Gabriel Lima, Japa Mooca, Wesley, Morganti, Andrezinho, B. Cardoso, Gladzik, Renne Rocha e Dentinho do Morro

Letra

Me fiz, emi caminheiro
fiel mensageiro, orunmilá, eu sou!
Chamei o senhor do itinerário
e vesti meu ideário
na poeira se alastrou
logo eu que forjei o amanhã
na floresta de nanã mascarados a dançar
assentei meu saber na sua fé
no ayê de gueledé, no feitiço de iyá

Eu segui essa banda
é alafi, sambará
maleme ê, ô maleme á

Quando alafin bradou a justiça de oyó
alujá roncou axé, no inimigo deu um nó
no palácio de xangô, egungun rodopiou
ebomim girou a saia, ayeye de iaô

Nas aldeias de marfim, os sagrados rituais
Pelos nossos ancestrais, uma áfrica em fúria
Um produto no mercado, o destino separado
Mas a lágrima de dor se transforma em bravura
Aos nosso filhos, herdeiros de luanda
De angola e matamba, chama de aluvaiá
Sou a revolta que não teme a demanda
Liberdade em aruanda é palavra deferida
Levo o axé dos meus ensinamentos
Pro futuro que se preza
Hoje a profecia é cumprida

Irin ajó emi ojisé… odara!
Irin ajó emi ojisé… ewá!
Meu gavião vai ao encontro do orun
Que na casa de ogum, é tempo de alafiar