
Mancha Verde 2025
CARNAVAL SP 2025
G.R.C.E.S.
MANCHA VERDE


FICHA TÉCNICA
Fundação: 18/10/1995
Presidente: Paulo Rogério de Aquino (Paulo Serdan)
Carnavalesco: Comissão de Carnaval – Paolo Bianchi (Diretor de Carnaval), Lucas Abelha (Projetista), Igor Carneiro (Coordenação Artistíca), Robertinho (Estruturas), Eddi Dudee (Esculturas/Pintura), Gall (Ateliê de Fantasias), Bibinha (Decoração) Kaique Serdan e Paulo Serdan Filho (Coordenação Geral)
Mestres de Bateria: Cabral e Viny
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Marcelo Silva e Adriana Gomes
Direção de Carnaval: Paolo Bianchi
Direção de Harmonia: Marquinhos, Bruno e Danilo
Coreógrafos da Comissão de Frente: Wender Lustosa e Marcos dos Santos
Colocação em 2024: 5º lugar
HISTÓRIA DO GRÊMIO RECREATIVO E CULTURAL ESCOLA DE SAMBA MANCHA VERDE
No começo do ano de 1995, a Mancha Verde decidiu participar do Carnaval, acertando sua participação junto à UESP, e alterando seu estatuto. Porém, devido a uma briga entre torcedores da Mancha e da torcida Independente, do São Paulo Futebol Clube, a justiça decretou, ainda naquele ano, a extinção do então Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Torcida Mancha Verde como pessoa jurídica.
Como os integrantes da torcida continuaram se reunindo após isso, para que continuassem a poder fazê-lo de modo oficial, em 18 de outubro de 1995 assinaram a oficialização do Grêmio Recreativo Cultural Bloco Carnavalesco Mancha Verde. Embora a Mancha como escola de samba tenha sido criada com novos CNPJ e estatuto, seus integrantes a consideram como a continuação da torcida extinta. Anos mais tarde, seria criada a torcida Mancha Alvi-Verde, desvinculada juridicamente da antiga torcida e então somente escola de samba.
Em 1996, ano de seu primeiro desfile, com um enredo alertando para a destruição da natureza, ficou em segundo lugar no Grupo de Espera, subindo para o Grupo Especial dos Blocos, em seu primeiro desfile oficial. No ano seguinte, cantando a "Noite paulistana, um convite ao prazer", vence pela primeira vez o concurso dos blocos do carnaval paulistano.
Em 1998, tendo como enredo a Palmeira, torna-se bicampeã do Grupo Especial dos Blocos Paulistanos. Tudo levava a crer que a Mancha Verde poderia ter sucesso semelhante a Gaviões da Fiel, escola também oriunda de torcidas organizadas.
Na tentativa do terceiro título consecutivo, o já consagrado bloco alviverde acaba em segundo lugar, com o enredo "Vinho, o néctar dos deuses". Mesmo assim, foi consolidando-se como uma promissora escola de samba, tendo inclusive o seu samba cantado por Quinho, famoso intérprete de sambas-enredo.
Em 2000, a Mancha Verde estreia com escola de samba. Cantando um enredo questionador sobre os 500 anos do Brasil ("Brasil, que história é essa?"), fica em segundo lugar no Grupo 3 Oeste do carnaval de São Paulo, ficando atrás apenas da Lavapés, a primeira escola de samba paulistana. Este resultado eleva a escola ao Grupo 2.
Cantando os orixás no carnaval de 2001, vence pela primeira vez como escola de samba e ascende ao Grupo 1A, prosseguindo a sua vertiginosa senda de vitórias em apenas seis desfiles. No ano seguinte, homenageando a Força Sindical, vence o Grupo 1A e se aproxima do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.
Em 2003, uma nova meta a ser alcançada pela surpreendente e jovem escola de samba: chegar à elite do samba de São Paulo. Exaltando a cor mais brilhante no coração palmeirense - verde -, a Mancha Verde mostra a sua força perante as escolas de maior tradição que compunham àquele grupo (como Tom Maior, GRES Pérola Negra e Unidos de São Lucas). Por razões até hoje contestadas, a escola fica em terceiro lugar, meio ponto atrás da vice-campeã Imperador do Ipiranga e um atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé, as escolas que voltaram ao Grupo Especial.
Mas, ao invés do arrefecimento, o aguerrimento. Consertando os equívocos e aperfeiçoando as virtudes, a Mancha provou ser uma escola estruturada no carnaval de 2004. Cantando "A saga italiana em terra paulistana", faz um desfile sem erros e conquista, enfim, o tão sonhado título do Acesso e sobe ao Grupo Especial paulistano.
Em 2005, ano de sua primeira participação no grupo especial no Carnaval de São Paulo, terminou na 12ª colocação com um enredo sobre Mato Grosso.
Em 2006, a Mancha Verde forma, juntamente com a Gaviões da Fiel, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas. O regulamento da Liga prevê que caso duas escolas, que sejam ligadas a agremiações desportivas, estejam no Grupo Especial, as mesmas formariam um outro grupo, que só teria escolas de samba ligadas a torcidas de futebol. Após muita polêmica, a Gaviões consegue, dias antes do carnaval, uma liminar que lhe garante o direito de disputar o Grupo Especial, porém tal direito é negado à Mancha Verde, pois a Gaviões argumentou na justiça que tendo sido convidada pela Liga em finais dos anos 80, não teria esta o direito de impedi-la de disputar agora. Já Mancha tentou provar que por ser uma pessoa jurídica diferente, não seria ligada a nenhuma torcida organizada. O juiz, porém, usou como base para indeferir tal pedido o texto que constava no então site da entidade, que acabou funcionando como uma confissão da tese contrária. A Mancha foi assim obrigada a desfilar sozinha no Grupo de Escolas de Samba Desportivas, onde torna-se campeã. Porém às vésperas do desfile, a Mancha conseguiu negociar com a Liga a transferência do desfile, da madrugada de domingo para segunda, inicialmente a data prevista, para a madrugada de sábado para domingo, junto com as escolas do Grupo Especial, sendo também avaliada pelos mesmos jurados deste grupo. Essa avaliação lhe garantiu a sétima colocação geral, muito embora a Liga não reconheça esta classificação.
Em 2007, a Mancha Verde novamente foi colocada sozinha num grupo à parte, sendo obviamente declarada campeã deste grupo, e inclusive participando do desfile das campeãs, onde desfilou logo após a Gaviões da Fiel. Em relação ao Grupo Especial, obteve a décima-primeira colocação.
Em 2008, o Grupo Especial das Escolas de Samba Desportivas deixou de existir, fazendo com que Gaviões da Fiel e Mancha Verde voltassem a disputar com as outras escolas o título do Grupo Especial no carnaval.
LETRA DO SAMBA ENREDO 2025
"Bahia, da Fé ao Profano"
Compositores: Wladi Nascimento, Edinho Gomes, Myngal, Felipe Mussili e Gilson Bernini
Intérprete: Fredy Vianna
Letra
Felicidade tá no som de Salvador (bis)
O corpo ginga nas ladeiras do Pelô
Meu verde manto é paixão pra vida inteira
Mancha guerreira!
Axé, abre os caminhos
No balanço desse mar
Nosso cortejo tem encanto e magia
“Mainha” veio me abençoar
Na paz de Oxalá, sagrada Bahia
Rezei pro santo, pedi no gongá
Deixei as velas pro meu orixá
Eu tô com a guia no pescoço
E o patuá no bolso
Minha fé vai me guiar
Eparrey oyá odoyá… eparrey oyá, odoyá
Ora yeyê ô mamãe Oxum
Tem baiana enfeitada, perfumada pra sambar
Laroyê Exu e mojubá… laroyê Exu e mojubá
Água de cheiro na lavagem do Bonfim
Bom Jesus dos Navegantes
Firmei ponto no altar
Tem energia no batuque do tambor
É um legado minha ancestralidade
As divindades conduzindo a embarcação
Festejar é tradição, “baianidade”
Bota dendê que meu samba vem no cheiro
É saboroso o tabuleiro de iaiá
Vem brindar, purificar a alma e o coração
Sentir na pele a pura emoção
“Descer sambando” a swingueira
Já me benzi, embarquei nessa levada
Meu amuleto é a “fitinha abençoada”
