Vai-Vai 2025

CARNAVAL SP 2025

Milton Jr / Elisangela Monteiro / Arnaldo Bachy / Ednalva Lopes

11/30/20243 min read

G. R. C. S. Escola de Samba VAI-VAI

FICHA TÉCNICA

VAI-VAI

  • Fundação: 1º/01/1930

  • Presidente: Clarício Gonçalves

  • Carnavalesco: Sidnei França

  • Mestres de Bateria: Tadeu e Beto

  • Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Renato e Fabíola

  • Direção de Carnaval: Danilo Alves, Ezequiel Nascimento, Fernando Romano, Luiz Robles e Paulo Rogério

  • Direção de Harmonia: Luiz Robles e Paulo Melo

  • Coreógrafo da Comissão de Frente: Sérgio Cardoso

  • Colocação em 2024: 8º lugar

HISTÓRIA DO VAI VAI

A Fundação

No Início da Década de 1910, a presença dos crioulos na quermesse era marcada principalmente pelo batuque, mas havia também a língua africana. Nessa época, o carnaval de São Paulo se caracterizava por apresentações de grupos de choro e batuque. Esses grupos saíam às ruas e se encontravam em locais diversos. A eles se juntavam também jogadores de pernada, tiririca ou capoeira. Em 1914, surgiu o primeiro cordão de São Paulo - O Grupo Carnavalesco Barra Funda - onde se encontravam o choro e o batuque para animar o cortejo que começava a se estruturar. O cordão teve grande aceitação popular e logo foram se formando novos grupos, um deles foi o VAI-VAI.

O VAI-VAI era conhecido como Saracura, parte do Bexiga que ficava às margens do riacho Saracura. Hoje corresponderia, mais ou menos, à área que fica entre as ruas Rocha e Rui Barbosa. A Saracura tinha como principal ponto de encontro o Largo São Manoel, (hoje o cruzamento da rua Rocha com a rua Una). Ali perto ficava o campo de futebol do Luzitana. Nos fins da década de 20, o outro time do bairro, o CAI-CAI, branco e preto, tinha um grupo de choro. Esse grupo organizava festas geralmente frequentadas por um grupo de "penetras" liderados por Livinho e Benedito Sardinha.

Esses "penetras" foram se tornando cada vez mais notados e talvez, por ironia em relação ao CAI-CAI, ficaram conhecidos como a turma do "VAE-VAE". Os "penetras" resolveram então formar seu próprio conjunto e assumir o nome de VAE-VAE. E logo o grupo se organizou, mas voltado para o batuque e o Carnaval. Já em 1931 sairia da casa do Sardinha o “Grupo Carnavalesco Vae-Vae”. Era o primeiro ano do Cordão que adotou como data oficial de fundação o dia 1 de janeiro de 1930, e escolheu para suas cores o preto e o branco, provavelmente em decorrência de rivalidade ou, mesmo, de simpatia em relação ao Cai-Cai.

Quando se formou o Vai-Vai, os cordões já tinham uma estrutura definida que incluía rei e rainha, talvez por isso ou por alguma alusão ao império, a coroa passou a fazer parte do símbolo do Vai-Vai. Os ramos de café representam as riquezas paulistas. O Café era um dos artigos mais importantes da época. A atividade carnavalesca se juntou ao futebol e o Grupo passou a se chamar “Cordão Carnavalesco e Esportivo Vae-Vae”, e assim permaneceu até 1972, quando foi forçada a virar o “Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Vai-Vai” sempre no Bixiga, sempre na Saracura onde nasceu e cresceu.

LETRA DO SAMBA ENREDO 2025

"O xamã devorado y a deglutição bacante de quem ousou sonhar desordem"

  • Autores: Naio Denay e Francis Gabriel

  • Intérprete: Luiz Felipe

Letra

Meu alvinegro, manto sagrado (bis)
Raiz coroada em tantos carnavais
Quem nunca viu o samba amanhecer
Vai no Bixiga pra ver
Só no Bixiga pra ver

Raiou
No mais insano ritual
Vai-Vai
Neste banquete cultural profano
Devora a arte
A essência de um sonhador
Bacante vem ver um ser genial
Mundano no viver
Quanto prazer
Sua obra vou saborear
E reviver até eternizar seu mundo louco

Pois Zé, revolução deu Oficina
Ôh Zé, sua desordem teatral
É Zé, inspiração da Bela Vista
Zé referência
É xamã, é carnaval

Na ousadia da liberdade
Tropicalista na vadiagem
No caos, repressão
Entra em cena a coragem
A luz nua e crua da sua verdade
Tem fogo ardente de quem é virado no Exu
Volta, Zé... Ao som da minha batucada
Assina a direção dessa folia popular
Quilombo Saracura... Evoé, Saravá!